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Uma iniciativa empreendedora na educação

Olá. Nos dias 16 e 17 de abril, aconteceu aqui em Recife o Congresso Pernambucano de Jovens Empreendedores (@CPEJE). Foi um fim de semana muito intenso sobre empreendedorismo, especialmente para quem teve que acordar às 5:45 em pleno sábado e domingo.

O evento buscou ligar a cultura pernambucana com o empreendedorismo em diversos setores da sociedade. Mostrou a história de lutas de Pernambuco e como os grandes nomes da nossa história eram empreendedores, deixando claro que essa característica está arraigada na nossa cultura.

Cara de leso: efeito de quem acorda às 5:45 num domingo (sou o da esquerda).

O tema mais interessante do evento, na minha opinião, foi a educação empreendedora. Foram mostradas iniciativas de como podemos tornar a universidade um ambiente de empreendedorismo. Entretanto, mais interessante ainda foi a ONG que conheci com um povo superagradável que encontrei por lá.

A ONG se chama Jr. Achievements e tem como objetivo fomentar o espírito empreendedor e criativo em jovens dos ensinos fundamental e médio. Difícil imaginar como seria isso, né? Pois bem, o negócio é bem simples: eles disponibilizam alguns membros da ONG (todos voluntários) para serem mentores de um grupo de jovens de uma determinada escola. Esse grupo se organiza como uma empresa normal, com diversos setores (financeiro, recursos humanos, produção), com o objetivo de criar um produto inovador, cuidando desde a pesquisa de mercado até a confecção do material.

Evento da Jr. Achievement nos EUA

Essa experiência deve ser de valor inestimável para esses jovens. Eles têm a oportunidade de trabalhar em equipe, de liderar um time, pensar baseado em soluções, além de todo o conhecimento técnico absorvido naturalmente ao trabalhar numa ‘empresa’. A ideia dessa ONG é aparentemente tão simples e eficaz que me surpreendo por não ter conhecido isso antes.

Vocês já conheciam essa ONG? Já participaram dela? Conhecem alguma outra iniciativa que incentive o empreendedorismo nos jovens? Comente!

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Procura-se uma educação empreendedora

Olá. Na metade do ano de 2009, entrei despretensiosamente na AIESEC de Recife, organização não-governamental internacional cuja missão, dentre outras, é a de formar os futuros líderes. Mas como se forma um líder?, é só estudar toda aquela teoria toda arrumadinha sobre ‘o que é liderança‘?

O método da AIESEC de fomentar a liderança em seus membros é bem simples: são-nos dadas oportunidades de liderança, de liderar um grupo com um certo objetivo, e aí tentamos aplicar a teoria à prática. Tive a oportunidade de exercer um cargo de liderança, que, apesar de não ter sido nem um pouco parecido com o que havia planejado, foi uma experiência absurdamente enriquecedora pra mim em todos os aspectos (menos financeiro, porque o trabalho é voluntário).

Não só durante o cargo de liderança, mas enquanto estive imerso na atmosfera da AIESEC, senti-me um empreendedor, alguém que traça objetivos e vai em busca deles, alguém pró-ativo. Percebo que falta esse tipo de educação empreendedora no Brasil. Como diz @manualdoheroi, a faculdade nos ensina a ser empregados. É claro que há muita gente que não ambiciona cargos de lideranças, mas é importantíssimo que esse tipo de ambição seja incentivado.

Mas como poderíamos incentivar a educação empreendedora?

Quem você quer ser?

Estava discutindo com Henrique Reis sobre algum aspecto da educação, e ele surgiu com a seguinte ideia: “As escolas e as universidades poderiam ter cursos não necessariamente acadêmicos, tipo culinária, línguas, literatura não só para os estudantes, como para toda a comunidade”. Para complementar essa ideia, pensei que os próprios alunos poderiam organizar tudo isso. Haveria um comitê de organização de uns 5 ou 6 (talvez mais) alunos, dos quais um seria o presidente, e um tutor da escola acompanharia o grupo. Então, esse comitê pensaria em tudo: local, horário, material humano, recursos etc. Acredito que seria uma oportunidade ímpar para o desenvolvimento pessoal e profissional dos alunos.

Pense bem. Isso não custaria quase nada. Só depende da força de vontade, do desejo de querer uma educação que abra as portas pros estudantes. E veja como isso pode ter desdobramentos incríveis:

No Japão, uma empresa de produção de aço, Nippon Steel, sofria com a falta de mão de obra qualificada para seus diversos setores: desde marketing até técnico em metalurgia. O CEO da empresa, num ato incrivelmente empreendedor e visionário, começou a fazer parcerias com as universidades de Tóquio, fornecendo bolsas para iniciação científica em diversos cursos que não tinham necessariamente algo a ver com o ramo da empresa. Perguntado sobre essa possível ‘falta de foco’ na distribuição de bolsas, o CEO respondeu: “Estamos somente interessados na experiência que uma iniciação propicia ao estudante: formulação do problema, investigação, solução. O tema em si não interessa: o que importa é o processo, este é insubstituível“.

O que eu quero dizer é que os resultados de uma ação empreendedora reverbera em todo o ambiente à sua volta. O CEO da Nippon Steel mostrou-se diferenciado, sensível, e isso refletiu na experiência única que milhares de universitários tiveram com a iniciação científica patrocinada pela empresa. Ou seja, um simples empreendimento mudou a vida de milhares de pessoas e famílias.

Nesse ritmo de empreendedorismo, temos uma grande oportunidade para quem deseja conhecer mais sobre isso e conhecer muita gente envolvida nesse ramo: o CPEJE. Visite o site e conheça. Vale muito a pena.

E vocês? Como incentivar a liderança, o empreendedorismo nos jovens? Vocês acham mesmo que isso é importante?

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