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Um novo modo de fazer anotações em aula

Olá.

Quando eu era mais jovem, frequentando ensino fundamental e ensino médio, eu não conseguia de jeito nenhum copiar as coisas de forma organizada. Me sentia mal com isso. Meus pais sempre falavam: “Felipe, você tem que ser mais organizado!”, e eu me ressentia muito com essa minha incapacidade.

Nunca consegui ser tão organizado assim.

Minhas anotações eram sempre cheias de desenhos intuitivos, associações, palavras soltas: ninguém entendia, só eu.

Mas eis que no livro que estou lendo (The mind-map book: How to use radiant thinking to maximize your brain’s untapped potential, algo como: O livro dos mapas mentais: como usar pensamento radiante para maximizar o potencial de seu cérebro, de Tony Buzan), ele fala exatamente sobre modos de fazer anotações, as vantagens e desvantagens desses modos.

Para começar, o cérebro humano precisa de muitas coisas para absorver conhecimento de forma eficaz através de anotações. O livro lista: linearidade, símbolos, análise, ritmo visual (sequência previsível de imagens), padrões, cores, imagem, visualização (imaginação), dimensão (proporção), associação. Ou seja, se uma anotação tiver tudo isso, você vai se lembrar de seu conteúdo com muito mais facilidade.

Mas o modo que usamos para fazer anotações é muito pobre em quase todas essas categorias. Só se salvam linearidade, símbolos (letras, números) e padrões (de letras e números). E todos nós sabemos que isso é muito pobre! Alguém aqui se sente motivado e entretido ao estudar pelo caderno de aula? É muito chato! Não prende atenção nenhuma. Aliás, esse é o modo de o cérebro dizer: “Tire esse caderno daqui!, ele está me entediando!”.

Então… o problema é que nunca fomos introduzidos a outro método de anotações.

Os grandes pensadores da humanidade sempre souberam da ineficácia do método padrão de anotações, mesmo que inconscientemente.

Anotação manuscrita de Leonardo da Vinci. Fácil de entender?

Vendo a figura acima, podemos inferir algumas coisas: nosso amigo Leonardo abusou de:

  • Associações;
  • Ritmo visual;
  • Dimensão;
  • Símbolos;
  • Visualização;
  • Imagens.

Com certeza nós, meros mortais, não entendemos nada do que está escrito/desenhado ali. Mas o que isso importa?  Nós não temos as mesmas sinapses nervosas de Leo; não temos as mesmas associações de Leo. O que importa é que ele entende essas anotações, e, com certeza, parece muito mais divertido e atraente estudar dessa forma.

Então, o que eu sugiro para as anotações é o seguinte: enquanto o professor estiver dando a aula, é recomendável que você não anote nada, só entenda. Depois, quando houver alguma pequena pausa no assunto, pegue somente as palavras-chaves do assunto. Mas não podem ser palavras quaisquer. Tem que ser palavras que lhe remetam alguma coisa. Por exemplo: se o assunto for modelos atômicos em química, eu faria assim:

Modelo esquemático e 'atraente' para uma anotação

Pronto, lembrar as coisas desse assunto ficaria muito fácil para mim. Abusei de desenhos, cores, associações.

Claro, esse é o meu jeito, levando em conta a minha criatividade. O negócio é você deixar-se levar pela ingenuidade criativa. Deverei falar mais sobre criatividade no próximo post.

Enfim, talvez esse método que eu uso não agrade, mas pelo menos é um novo modo de fazer anotações. Veja qual lhe agrada mais.

Alguém tem algum outro jeito diferente de anotar?

(Foto do manuscrito: copiada do livro de Tony Buzan. Desenhos pífios de minha autoria)

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Arquivado em Nova escola, Nova universidade